quarta-feira, 29 de maio de 2013

O mito da proteína


Artigo por Carolina Martins em 07/11/2012 , na(s) categoria(s) Geral, Nutrição

O Mito da Proteína
No passado, algumas pessoas acreditavam que proteína nunca era demais. No início dos anos 1900, os americanos eram incentivados a consumir mais de 100g de proteína por dia. E, recentemente, em 1950, as pessoas foram encorajadas a aumentar a ingestão de proteínas em nome da saúde. Hoje em dia, alguns livros de dieta encorajam uma alta ingestão de proteína para a perda de peso, embora os americanos já consumam o dobro da quantidade de proteína que eles realmente precisem. E enquanto os indivíduos que seguem uma dieta dessa às vezes tem sucesso na perda de peso no curto prazo, eles geralmente não são conscientes dos riscos de saúde associados a uma dieta rica em proteínas. O excesso de proteína tem sido relacionado com osteoporose, doença renal, pedras no trato urinário e alguns canceres.
Os blocos de construção da vida
Nós desenvolvemos músculo e outras proteínas corporais dos aminoácidos, quem vem das proteínas que ingerimos. Uma dieta variada de feijões, lentilhas, grãos e vegetais, contém todos os aminoácidos essenciais. Antes se pensava que alguns alimentos vegetais tinham que ser ingeridos juntos para conseguirmos todo o seu potencial proteico, mas pesquisas recentes sugerem que esse não é o caso. Muitas autoridades nutricionais, incluindo a Associação Dietética Americana (American Dietetic Association), acreditam que as necessidades preteicas podem ser facilmente satisfeitas com o consumo de uma variedade de fontes de proteína vegetal durante o dia. Para conseguir o melhor das proteínas que você consome, é importante o consumo de calorias suficientes para satisfazer suas necessidades de energia diária.
O problema com o excesso de proteína
A dieta comum do americano contém carne, leite e seus derivados, o que resulta numa grande ingestão de proteínas. Isso pode levar a um grande número de sérios problemas de saúde:
Doença renal:
Quando as pessoas ingerem uma grande quantidade de proteína, elas também ingerem mais nitrogênio do que o necessário. Isso provoca uma tensão sobre os rins, que tem que expelir o nitrogênio extra pela urina. Pessoas com doença renal são incentivadas a comer uma dieta com baixa quantidade de proteínas. Esse tipo de dieta reduz os altos níveis de nitrogênio e também pode ajudar a prevenir doenças renais.
Câncer:
Embora a gordura seja a substância mais ligada ao aumento do risco de cancer, a proteína também desempenha seu papel. As populações que consomem carne regularmente tem um maior risco de câncer de cólon, e pesquisadores acreditam que gordura, a proteína, que são carcinogênicos naturais, associados a falta de fibra da carne são fatores que influenciam. No relatório Comida, Nutrição e a Prevenção do Câncer (Food, Nutrition, and the Prevention os Cancer) de 1997 do Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (World Cancer Research Fund) e do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer (American Institute for Cancer Research) avalia que dietas de alta ingestão de proteína animal estão diretamente ligadas com alguns tipos de câncer.
Osteoporose e Pedras nos rins:
Dietas ricas em proteína animal fazem as pessoas eliminarem mais cálcio do que o normal pelos rins e aumentam o risco de osteoporose. Países com baixa ingestão de proteína tem menores taxas de osteoporose e fratura de quadril.
O aumento da eliminação de cálcio também aumenta o risco de pedras nos rins. Pesquisadores na Inglaterra descobriram que, quando as pessoas aumentam cerca de 34 gramas de proteína animal a uma dieta normal, o risco de se formarem pedras no trato urinário aumentam até 250%.
Por um longo tempo se pensou que atletas necessitavam de muito mais proteína que as outras pessoas. A verdade é que os atletas precisam apenas de um leve aumento no consumo de proteína, que é facilmente obtido nas as grandes porções que os atletas consomem devido a sua necessidade de maior ingestão calórica. Dietas vegetarianas são ótimas para os atletas.
Para ter uma dieta que contenha o bastante, mas não proteína demais, apenas troque produtos de origem animal por grãos, vegetais, leguminosas (ervilhas, feijões e lentilhas) e frutas.
http://www.menuvegano.com.br/init/static/gallery/img/icons/tomate24.pngReferências
*Traduzido do livreto Vegetarian Starter Kit, publicado pela Physicians Committee for Responsible Medicine (PCRM - www.pcrm.org - tradução livre: Comissão Médica para uma Prática Responsável) **Sempre faça acompanhamento periódico de sua saúde com um médico

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